• Marcello Veríssimo

    Os palpites se confirmaram. A frente fria chegou, os fortes ventos apareceram e o duelo foi de gigantes nas regatas de percurso, realizadas nesta sexta-feira (29), no Canal de São Sebastião, durante o penúltimo dia da 49ª Semana Internacional de Vela, evento com realização do Yacht Club de Ilhabela e da Prefeitura Municipal. Hoje, dia da decisão, as regatas começam mais cedo, a partir das 11h.

    Na classe principal, a ORC, o barco Phoenix, comandado pela lenda Eduardo Souza Ramos, do Iate Clube de Santos, no Guarujá, venceu de ponta a ponta cruzando na frente como Fita Azul e no tempo corrigido. Em segundo lugar veio a equipe Argos, comandada por Jaime Cupertino e com presença dos medalhistas de Bronze olímpicos, Lars Grael e Clínio de Freitas, em terceiro o Phytoervas. O estrelado Crioula 52, do Rio Grande do Sul, não teve um bom dia e chegou em nono lugar.

    Apesar da nona colocação, o assunto que circula entre os velejadores é um só: Ninguém tira o título do Crioula 52 este ano. No dia da decisão, a disputa segue acirrada. Até o momento, o panorama está assim: o Crioula 52 segue na ponta com oito pontos perdidos contra nove do Phoenix. O barco Argos, de Ubatuba, é o terceiro com 29 pontos.

    Caballo Loco

    A sexta-feira também foi um dia de mistura de sentimentos para a equipe do barco Caballo Loco com Robert Scheidt, bicampeão olímpico. A tripulação comandada por Mauro Dottori ficou em quarto lugar, mas manteve a dianteira no geral empatado com o Kaikias, veleiro do Grêmio de Vela de Ilhabela, com 17 pontos perdidos.

    Na terceira colocação e correndo por fora na briga pelo troféu está o barco Loyalty 06, do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro. A equipe, porém, depende de pelo menos a realização de duas regatas e resultados precisos hoje.

    Se por um lado a vitória não veio nesta sexta na regata, a equipe do Caballo comemorou o título do tricampeonato brasileiro na classe C-30: “Ser campeão em três anos seguidos em uma classe tão competitiva é realmente motivo de muito orgulho. É claro que com Robert Scheidt e Juninho de Jesus a bordo as coisas ficam menos difíceis. A tripulação trabalhou muito bem e está de parabéns, mas hoje tem mais”, disse Dottori.

    Robert Scheidt também falou com a imprensa e disse que o primeiro objetivo da tripulação era esse título, e sabe que contribuiu com mais essa conquista em sua carreira. “Eu não mereço 100%, apenas 50% porque não corri em Santa Catarina. Hoje não foi uma boa regata para nós. Caímos em um buraco de vento no Pequeá, quando o pessoal estava na nossa frente, de vela balão. Não conseguimos alcançá-los. A regata exigiu muitas decisões difíceis, mas neste dia decisivo temos mais uma meta a cumprir”, disse Robert.

    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado.