• Marcello Veríssimo

    Mais que um barco, um mito. Construído em 1922 por Nataniel Herreshoff, o veleiro Atrevida, anteriormente chamado de Wildfire, foi reformado pela MCP Yachts em 2004. “O Atrevida é um veleiro incrível, Max Boat, uma embarcação potente”, explica Átila Bom, comandante da tripulação, que tem aproximadamente seis décadas de vela. “Em 1946 o Atrevida veio para o Brasil e é o maior barco da América Latina até hoje com quase 100 anos”, completa Bom, que falou com exclusividade para o JDL.

    A tripulação atual do veleiro, que está em sua oitava Semana Internacional de Vela, é composta por 12 componentes de São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro. “É um prazer estar na Semana de Vela, uma competição única, especial, que proporciona ótimos desafios dentro das regatas e ótimos reencontros com os amigos”, disse André Gick, o tático da embarcação.

    Atila explica que o veleiro veio para o Brasil após ser comprado por um estaleiro. Nos anos 50, o Atrevida também foi palco de grandes encontros entre reis e rainhas, presidentes e celebridades.
    “Ele [o veleiro Atrevida] foi construído em Boston, nos Estados Unidos, com o nome de Wildfire. foi feita para disputar regatas e conquistou a primeira logo no ano de estreia, a Vincent Ator Cup, em Nova York”, relembra o comandante do Atrevida.

    O Atrevida é um clássico. A embarcação ganhou o nome atual em 1946, ano em que chegou ao Brasil. Seu processo de restauração começou em março de 2004, após afundar na baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, ter sido resgatado e vendido como sucata. “Após uma grande reforma, o barco voltou a desfilar pelas águas brasileiras”, diz o tático Gick.

    O Maxi Boat a que o comandante Bom se refere se explica no tamanho. O Atrevida é um barco de grandes proporções, possui dois mastros, com cinco velas, e apesar de atualmente possuir sistemas de navegação modernos, o Atrevida também conserva suas características bem próximas das originais.

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