• Marcello Veríssimo

    Um novo aumento em item básico, de primeira necessidade, assustou os cidadãos brasileiros de surpresa nesta semana. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou nesta terça-feira (21) reajuste nas bandeiras tarifárias. Os novos valores entram em vigor a partir do dia 1º de julho.

    De acordo com a Aneel, a bandeira de patamar 1 vermelha sofrerá a maior alta de 63,7%. Já a bandeira amarela terá reajuste de 59,5%, enquanto a verde seguirá sem cobrança. A bandeira vermelha patamar 2 sofrerá o menor reajuste, 3,2%.

    A Aneel explicou que as bandeiras tarifárias são uma cobrança de taxa extra, adicionadas às contas de luz, que indicam aumento no custo da produção de energia do país. Ou seja, com os reajustes o custo da energia elétrica na bandeira amarela passou de R$ 1,87 para R$ 2,98 por megawatt-hora (MWh) no mês; a bandeira vermelha patamar 1 subiu de R$ 3,97 para R$ 6,50 por MWh, enquanto a bandeira vermelha patamar 2 sofreu reajuste de R$ 9,42 para R$ 9,79 por megawatt-hora/mês. “A situação da matriz energética no país é crítica, fizeram várias privatizações e não vemos retorno dessa questão, se você economiza colocam sobretaxa em seu consumo, se você consegue ter uma renda melhorzinha e um conforto, além de te esfolarem no Imposto de Renda, que não se atualiza nunca e vem te comendo pelo pé, aí te perseguem com outros impostos e contas do dia a dia”, analisa o professor Hipólito Santana, morador de São Sebastião.

    O professor Hipólito tem razão. Segundo os aumentos propostos, a bandeira amarela teria um adicional de sobretaxa em 56% e a bandeira vermelha 1 de 57%. Os valores aprovados para o aumento foram maiores do que os colocados em uma consulta pública, que ficou aberta entre os dias 14 de abril e 4 de maio. No período da consulta, a bandeira vermelha 2 foi a única estimada com redução de 2%. “Não existe surpresa na forma de agir de empresas estatais e terceirizadas, se você economiza tem taxação por ela não atingir seus níveis de lucro, e só a população paga”, completa o professor Hipólito.

    A Aneel informou aos jornalistas que esse aumento pode prevalecer até o fim deste ano, por conta da recuperação dos níveis nos reservatórios das hidrelétricas. “Com esse novo aumento na energia elétrica o brasileiro vai ver mais uma vez o dinheiro apertar e isso refletir na diminuição das compras de supermercado, por exemplo, pois água e luz acabam se tornando prioridades na hora de pagar as contas”, disse a jornalista Viviane Eduardo, que se divide entre São Paulo e Caraguatatuba. “Até quando vamos suportar viver nesse caos econômico, uma inflação que nos arrasta todo dia um pouquinho para o fundo do poço?”, questiona.

    O professor aposentado, Ronaldo Garcia, que frequenta Caraguatatuba disse que não esperava esse aumento. “Para mim foi surpresa diante do cenário econômico que vivemos. Muitas pessoas perderam o emprego, alimentação está cara, combustível nem se fala. As pessoas estão desesperadas por não ter o que comer. O povo acreditou que o Bolsonaro ia mudar. Mas a corrupção continua, a situação econômica no Brasil está péssima, só aumento”.

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