• Marcello Veríssimo

    Um dia de muita fé, votos de paz, celebração e carinho. Assim foi durante toda esta quinta-feira (9) ao padre Alessandro Coelho, pároco de São Sebastião, que completou 21 anos de sacerdócio. “O sacerdote é aquele que é chamado do meio do povo e consagra sua vida a Deus para servir. Servir na igreja, liturgia, nos ofícios religiosos. Senti esse chamado quando decido entrar no seminário aos 18 anos”, explica o padre Alessandro, atualmente com 46 anos de idade.

    O padre conta que, no sacerdócio católico, é necessário fazer o período de seminário, geralmente em torno de 7 anos. “A gente estuda filosofia, temos a convivência com outros jovens que tiveram esse discernimento e depois mais quatro anos estudando teologia”, diz o padre Alessandro, que concluiu seu seminário em Santos, litoral sul de São Paulo, no seminário São José.
    O pároco de São Sebastião lembra que foi enviado ao seminário pela paróquia Santo Antônio de Caraguatatuba. “Na ocasião, Caraguatatuba pertencia a Diocese de Santos, há 23 anos que aqui [no litoral norte] nos tornamos diocese, temos um bispo responsável pela região. Hoje, nós temos nosso seminário, que fica em Taubaté, o seminário São José de Anchieta”, ele relembra, com amor sua trajetória. “Acabei me ordenando em 9 de junho por ser o dia de São José de Anchieta, dia do patrono do seminário e um dos padroeiros do Brasil”.

    Basicamente, existe uma espécie de hierarquia dentro da igreja católica que deve ser seguida por quem sente o chamado para essa vocação. “Dentro do sacramento da Ordem existe o 1º grau que é o do diaconato, o 2º grau que é o do presbiterato e o 3º grau do episcopado”, explica o padre Alessandro. O episcopado é o grau para se tornar bipo. Para ser presbítero, ou seja, ser padre primeiro deve-se ser ordenado diácono e receber a ordenação presbiteral.

    A reportagem do JDL acompanhou com exclusividade um pouco deste dia especial para o padre Alessandro Coelho. Sempre sereno, com fala tranquila, ele recebe e trata todos os fieis com igualdade e atenção. Parabéns, telefonemas, abraços, oração e alegria foram algumas das demonstrações de afeto dos fieis para o padre, que nasceu em Franca, no interior de São Paulo, mas mudou para Caraguatatuba pela primeira vez, aos 12 anos. “O bonito da fé cristã é que os valores humanos se tornaram valores cristãos. Cada geração precisa ser evangelizada. Você ser solidário é um valor humano, mas se tornou um valor cristão, por exemplo. Quando a gente vai compreendendo que pode ser uma pessoa melhor, crescer no desenvolvimento pessoal vamos ter uma experiencia bonita de humanidade. Precisamos de pessoas que voltem a acreditar na humanidade”. “Fico sempre muito feliz de poder celebrar com as pessoas que nos amam. Preciso sempre acreditar que tudo isso é obra de Deus e me tornei um instrumento para isso. Madre Tereza tem uma frase muito bonita que diz ‘Quero ser apenas um lápis nas mãos de Deus’, então é isso que Deus faça sua obra”.

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